A MEMÓRIA DO HERÓI E A HISTÓRIA DO VILÃO:
(des) construções pós-coloniais sobre personalidades moçambicanas.
DOI:
https://doi.org/10.63160/3085-6892.2025.13Palabras clave:
Memória, herói, identidade nacional, MoçambiqueResumen
O artigo “A Memória do Herói e a História do Vilão: (Des)construções pós-coloniais sobre personalidades moçambicanas” analisa as percepções sociais e simbólicas sobre figuras históricas no imaginário coletivo de Moçambique, destacando os processos de construção de heróis e vilões no contexto pós-colonial. Baseando-se em dados de 52 participantes, principalmente alunos de escolas secundárias da província de Sofala, a pesquisa revela que personalidades como Samora Machel, Eduardo Mondlane e Josina Machel são exaltadas por suas contribuições na luta pela independência e na consolidação da unidade nacional. Outras figuras, como Afonso Dhlakama e Mia Couto, recebem reconhecimento por suas atuações políticas e culturais, embora suas imagens misturem elementos de progresso e controvérsia. O estudo explora os critérios que determinam a relevância histórica e os significados atribuídos a eventos associados a essas figuras, evidenciando lacunas na representação histórica oficial. A memória coletiva é marcada por tensões entre celebração e esquecimento, refletindo a diversidade cultural e a busca pela construção de uma identidade nacional unificada. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa-ação realizada em 2021, com entrevistas e grupos focais, considerando o impacto do contexto social na percepção de heróis e vilões. Portanto, o heroísmo em Moçambique é moldado por factores culturais, políticos e sociais, com destaque para figuras que simbolizam a resistência ao colonialismo e a luta por mudanças significativas timbradas na história de Moçambique.
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